Relato de parto natural de Luciana Scarmanhã Garcia

14/06/2017 0 comentário(s)

 

Então, no domingo dia 09/04 às 4:50 da manhã minha bolsa rompeu, eu estava sem dor e já havia colocado na minha cabeça que só iria para o hospital quando as contrações começassem. Meu marido quase entrou em desespero em ver minha calma né. Já acordou nossa filha mais velha e ficou me apressando. Tomei um banho, coloquei roupa na máquina pra lavar, liguei pra uma amiga que iria assistir o parto (meu marido não tem coragem rsrs rsrsrs), liguei pra minha irmã de Marília que ficaria com minha filha mais velha. As contrações começaram por volta das 5:30 e já vieram fortes e com intervalos de 3 minutos, fomos para o hospital. Ainda passei na casa da minha irmã em Marília pra deixar minha filha. Liguei para minha GO que disse que logo estaria no hospital.

Quando cheguei ao hospital as dores estavam bem fortes, e vou te falar viu, a recepção desse hospital à uma mulher prestes a parir é péssima. Fui proibida de tomar água pela recepcionista, que alegou que eu poderia passar mal durante a cesariana, mal sabia ela que eu queria um parto normal, acho que isso não deve ser muito comum naquele hospital, mas enfim, fui atendida pela médica do plantão, as dores estavam fortes, no início achei o hospital péssimo e pensei que não conseguiria parir ali, quase entrei em desespero e foi quando pedi por uma cesariana, a médica do plantão me avaliou, 6 de dilatação, colo do útero super fino e provavelmente seria um parto rápido, isso era por volta das 7:30 da manhã.

Eu pedi pra ir pra um quarto onde houvesse um banheiro com chuveiro e água bem quente e uma bola, tamanho foi o espanto da médica, achou que iria me colocar na cama e pronto, a tá. Demorou um pouco até que me meu marido terminasse de resolver os trâmites da internação (mais uma vez digo que o hospital é péssimo, mas enfim...) algum tempo depois já estava no banho, com a bola que eu pedi, minha GO chegou e foi me ver, eu disse que estava com medo, que não conseguiria, queria uma cesariana (a gente perde a noção né), nesse momento ela me encorajou, me disse para ser forte, afinal eu sabia o que queria e já havia passado por isso antes.

Um tempo depois ela me avaliou, quase 9 de dilatação, e eu pedindo cesariana mais uma vez , rsrsrs, no entanto ela disse que seria um desperdício fazer uma cesariana e me encorajou novamente, sua presença foi fundamental, confesso que eu estava com bastante medo. Voltei pro chuveiro, as contratações estavam fortes e praticamente sem intervalos, em algumas eu verbalizada um longo e agudo aaaaaaa, em outras eu apenas sentia, fazia força, na certeza de que estava cada vez mais perto pra eu sentir minha filha nos braços e repetia que meu corpo sabia parir e minha filha sabia nascer.

Menos de 40 minutos depois estávamos indo para o centro cirúrgico, 10 minutos de expulsivo, e minha filha estava no meu colo. Logo em seguida ela foi levada para os procedimentos do hospital, minha amiga que assistiu o parto a acompanhou. A placenta nasceu menos de 10 minutos depois, minha filha mamou e muito rsrsrs na primeira hora e ficou todo o tempo comigo. Foi um parto sem episiotomia e sem laceração, sem ocitocina.

Minha bolsa rompeu às 4:50 e minha filha nasceu linda e saudável às 9:25.

[Meu primeiro parto há 6 anos foi cheio de intervenções, com ocitocina sintética e episiotomia, que eu nem sabia que existia até o momento em que o médico me cortou. Esse tipo de informação não se passa pras gestantes, e quando passam, é com a informação de que isso é procedimento normal.]

Mas enfim, apenas para acrescentar, quando cheguei ao hospital, ninguém acreditava que eu queria um parto normal, acho que é tão comum uma cesariana que me acharam "a louca". Rsrsrs.

Sabe, é preciso ser forte e ter coragem, não digo pra parir, porque isso nosso corpo sabe fazer, mas pra lutar contra esse sistema cesarista e para que nossos bebês nasçam da maneira mais respeitosa e humanizada possível.

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